Praticantes e praticantes

Acredito que eu esteja ficando um velho ranzinza, apesar de ter apenas 31 anos ou ando meio descrente com algumas coisas vejo e tiram o meu ânimo. Sempre defendi e defendo que qualquer um faz o que quer da própria vida, seja ela “baunilha” ou SM.

Acredito que esse seja o maior poder do homem, fazer o que desejar. Impedimentos sociais podem talvez fazer com que essas realizações não se concretizem na sua totalidade, mas isso é um caso a parte.

Como disse, defendo que qualquer um faça o que quiser da sua vida, mas diante de algumas besteiras que ando vendo por ai, eu não consegui ficar calado e quero aqui expor minha opinião a respeito. Se concordarem, beleza. Se não concordarem, tá tudo bem também.

O importante é ler o que tenho a dizer e, caso o contador do blog não esteja errado, até que recebo uma quantidade considerável de visitas, logo estes devem ler o que aqui escrevo.

Como este blog é voltado a um determinado tipo de público, que como eu, aprecia, pratica e vivencia o BDSM em sua totalidade, o meu “protesto” vai para vocês praticantes e espero que entendam o que eu quero dizer.

O BDSM é um universo, onde cada um pode viver sua fantasia da forma que lhe dá mais prazer. Todos vão concordar que tentam viver essa infinidade de possibilidades de prazer total da melhor forma possível e claro, além de realizar as suas fantasias, realizar também as fantasias do(s) parceiro(s).

Alguns gostam de certas peculiaridades como, por exemplo, serem chamados de Mestres, Senhores, Lords, submissas, cadelinhas, putinhas e assim por diante. E sempre exigem serem respeitados, não importando qual a posição que ocupa, seja ela de Dominador(a) submissa(o). Até aqui eu concordo, todos devem ser respeitados, não importando a escolha que tenham feitos.

Neste momento que existe uma diferença entre Dominador(a) e submissa(o) e “dominador(a)” e “submissa(o)”, este segundo grupo na minha opinião não merecem nenhum tipo de respeito, pois utilizam de alguns princípios do BDSM para realizarem suas fantasias que não se assemelham com o BDSM. Utilizam os títulos de Dominador ou de submisso para realizar suas fantasias enrustidas e acham que estão bem na foto.

Uma coisa que me dá nojo é a tal da traição. É algo que para mim é podre, e quem faz isso, vale menos que bosta. E isso não é elogio, caso algum submisso leia e acha que eu esteja fazendo aqui elogios.

Eu penso assim: Se o seu(sua) parceiro(a) não é praticante BDSM e você é, por que fica com essa pessoa? Prefere trai-la mesmo ela sendo “baunilha” e assim realiizar sua fantasia? Sua fantasia é assim tão importante que prefere passar por cima dos sentimentos de outra pessoa?

Eu fico aqui matutano com meus botões a seguinte situação: Dominador com uma submissa casada e que esconde do marido sua fantasia. Talvez ele fique pensando: “Nossa estou pegando a mulher daquele trouxa!!! Hahahaha… Ela é casada com ele, mas é minha submissa. Eu sou demais. Um verdadeiro dominador”.

Agora eu pergunto, meus amigos. Como uma mulher que é casada com outro homem, pode chegar para você e dizer: “sou tua”? Sinceramente, eu não consigo entender. Se ela é minha submissa, mas dorme com outro cara e com toda a certeza desse mundo, deve transar com ele…. pode-se dizer que é minha?

Eu posso estar errado, mas se algo é meu. É só. Não divido, não troco, não empresto e nesse caso, jamais compartilho. A mulher me chama de “Meu Senhor” e transa com outro cara? Onde está a fidelidade e dedicação que deve ser exercida por uma submissa?

Alguns podem dizer: BDSM não é só sexo. Concordo plenamente. Contudo, BDSM é lealdade, fidelidade das duas partes. E na minha opinião a responsabilidade é maior nos ombros do Dominador e cabe a ele decidir por um relacionamento baseado na honestidade, no respeito e principalmente naquilo que muitos Dominadores gostam de falar: honra.

Eu vejo muito disso por ai: “sou um Dominador honrado e blá, blá, blá”, na verdade tem o rabo mais sujo que pau de galinheiro. Não pensam duas vezes em enganar mulheres submissas que se entregam a ele e mentem de forma descarada.

E sabem o que gostam de fazer? Ameaçar as ex-submissas com fotos que tiram nas sessões. Isso é o que mais tem. Que tipo de crápula é esse que se diz Dominador? Onde está a fidelidade para com aquela que confiou nele? Onde está a hombridade que orgulha tanto em dizer que tem?

Onde estão os valores como respeito para com o próximo? Seja ele praticante SM ou não. Será que pelo fato de me identificar com uma sub-cultura que é o BDSM, isso que dá o direito de passar por cima de valores morais que existem a milhares de anos como o respeito pelo próximo?

Não sei onde isso vai parar, mas sei que esses dois tipos de praticantes que citei neste post me enojam e muito. Mas ao ver esses dois tipos de pessoas escrotas algo me deixa muito feliz. Eu não sou como eles.

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“Fascinação! Tens do amor toda sua energia, todo o seu poder de suportar a desgraça. Seus prazeres fascinantes, teus doces gozos, estão sós além de sua esfera. Eu não poderia dizer, vendo a dormir: ela toda minha, com sua beleza angelical e suas ternas fraquezas! Ei-la entregue ao meu poder, tal qual o céu, em sua misericórdia, a fez para encantar o coração de um homem.”
(Ode de Schiller)

O Senhor é superior à escrava?

 

A primeira resposta que dou a esta pergunta, aquela que me ocorre instintivamente e quase sem pensar, é “não”. Um Senhor que imagine que só por ser Senhor é superior à sua escrava, ou um “Dom” que se iluda e pense que só por ser “Dom” é superior à sua submissa, não passa de um tolo; e portanto, em vez de ser superior é-lhe provavelmente inferior.

Isto que escrevi acima é a resposta simples. Não deixa de ser basicamente a minha opinião, mas não posso dar-me por satisfeito com ela. É que para lá da resposta simples há outras bem mais complexas.

Uma das melhores amigas com quem me correspondo na net refere com insistência a sua necessidade de se entregar a alguém por quem possa sentir não só respeito, mas também admiração. Sente a necessidade de ver no seu Dono um ser superior, não só a ela própria, mas também aos seres humanos em geral.

Não vou dizer que esta minha amiga está a visar alto demais, pela simples razão que sempre admirei quem visa alto. Mas aí está: se por qualquer volta da vida viesse a acontecer eu tornar-me Senhor desta minha amiga e ela minha escrava, haveria logo à partida um ponto em que eu a consideraria, se não superior a mim, pelo menos minha igual.

Não é que eu acredite na igualdade de todos em relação a todos. Pelo contrário, acredito firmemente que o homem que pensa é superior ao que não pensa, o que sente superior ao que não sente, o que lê superior ao que não lê, o que vive superior ao que apenas sobrevive, o que é útil aos outros superior ao que lhes é nocivo. A questão é que em todos estes pontos a escrava e a submissa têm exactamente o mesmo direito/dever de se aperfeiçoarem que têm o Senhor e o “Dom”.

Assim, a minha amiga, como tantas outras escravas e submissas, está perante um dilema: para que a pessoa a quem se entregam lhes seja superior, têm elas que ser inferiores; para serem inferiores têm que prescindir do seu crescimento como seres humanos; crescimento este que é precisamente o que as torna dignas de serem amadas e possuídas em pleno.

A única solução que encontro para este dilema é a seguinte: o Senhor e a escrava têm de crescer juntos; cada um deles tem que admitir que não é perfeito e admitir além disto, o que é difícil, que o outro também não; e cada um deles tem que fazer tudo o que estiver ao ser alcance para que o outro se transforme de verdade num ser superior.

Um deles fará isto pela maneira como domina, o outro fá-lo-á pela maneira como se submete; mas a um nível muito profundo estarão os dois a fazer precisamente o mesmo. Aquilo que nenhum deles tem o direito de fazer é diminuir-se a si próprio ou a diminuir o outro.

Este texto retirei na integra do blog: http://omarkhayyam.blogspot.com/

Minha opinão, após ler esse belo texto:

Bom, eu defendo a idéia que não exista superioridade entre seres humanos e trago essa mesma idéia para a fantasia que tenho aqui dentro do BDSM. Acredito e defendo que deva existir uma hierarquia e o respeito entre um Senhor e sua escreva (ou submissa) e tais elementos não se conseguem atrás da superioridade de um ou pela inferioridade do outro.

Claro que cada um vive a sua fantasia da forma lhe dá mais prazer, isso eu não tenho dúvida, mas para mim, a idéia de algo que seja inferior lembra que aquilo é ruim, de péssima qualidade, por exemplo. E não irei escolher algo que eu considere de péssima qualidade, muito menos uma pessoa. Ainda mais uma pessoa com a qual eu compartilharei algumas de minhas fantasias e alguns de meus segredos, claro.

Como disse, eu prefiro uma hierarquia baseada no respeito entre os envolvidos, eu sei meu lugar e a minha submissa sabe o lugar dela. Sei o que devo e o que posso fazer e ela o mesmo. Cada um tem as suas responsabilidades.

E entre as responsabilidades de cada um, algumas se assemelham como, por exemplo, a responsabilidade fazer com o outro se sinta bem no relacionamento. Se eu a considerasse uma pessoa inferior, nesse momento, não estaria nem ai para os seus sentimentos. Se estivesse gostando ou não, não seria problema meu.

Ai eu me pergunto: É isso que eu quero? Me sinto bem tratando-a assim? A resposta é: Não. Não é isso que busco e nem o quero viver dentro do escolhi viver dentro do BDSM.

Para mim, um Senhor deve estar ali para proteger, satisfazer, cuidar, orientar e aconselhar sua submissa, e esta também deve dar o mesmo de si para cuidar dele, tanto em aspectos sexuais como afetivos.

Uma submissa (ou escreva), na minha opinião, deve ter admiração e respeito pelo seu Senhor, nunca um sentimento de inferioridade. E ao meu ver, no BDSM a servidão é muito mais concedida do que imposta, o fato da submissa admirar determinador Senhor é meio caminho andado para que ela possa servi-lo no futuro.

Hoje em dia temos o direito da escolha, e não escolhemos apenas por sentirmos superiores a alguém ou inferiores a outro. Fazemos escolhas baseados em diversos elementos. Se fosse baseado apenas na superioridade do Senhor e na inferioridade da escrava, seria muito fácil ter um relacionamento dentro do BDSM.

O Senhor por ser um ser superior chegaria e escolheria a escrava não importando em sua aceitação ou não, pois isso não seria empecilho para ele e pronto. E esta escrava o seguiria e tudo estaria concluído.

A realidade é bem diferente, não sei se infelizmente ou felizmente, esse contexto vai depender da fantasia de cada um.

Minha opinião.

É hoje

É hoje. Uma data muito especial, tanto para mim como para minha linda menina, minha submissa {selynah}_SirLG. Hoje se completam seis meses de seu encoleiramento, mas parece que foi ontem que tudo se iniciou.

Pois é, a seis meses atrás dava a ela minha coleira e ao mesmo tempo permitia que essa linda mulher fizesse mais parte ainda da minha vida. Sábia decisão essa minha (*rs*). Após três meses de uma minuciosa negociação, com altos e baixos, finalmente eu a presenteava com minha coleira e a nossa relação se concretizava de uma vez por todas.

Aprendi muito com essa mulher que adoro chamar de menina. Me tornei um ser humano melhor com o seu jeito de ser e de agir, em relação a mim e em relação a tudo que me cerca. E a partir do momento em que coloquei a minha coleira comecei a vivenciar o BDSM real, aquele sentido na pele, com chicoltes, velas, grampos e muitos gritos.

Antes, o que acreditava estar fora do meu alcance hoje é uma realidade diária e constante. Com ela, descobri que apesar de não aplicar alguns métodos da filosofia BDSM, sempre fui um Dominador. Não desperto, não praticante, mas um Dominador.

Apesar de ser sádico em relação às práticas que gosto e faço com ela, sou um homem bastante calmo e compreensivo e para chegar onde estamos e temos hoje, foi necessário ser bastante calmo e compreensivo.


Não em relação as suas atitudes, pois desde o primeiro instante se mostrou uma mulher sincera, compreensiva e como seu próprio nome diz: uma mulher preciosa. Em suas atitudes e principalmente em seu caráter.

Muitos quiseram nos afastar. Tentaram implantar mentiras ou manchar tanto a minha reputação como a dela. Ameaças, perfis falsos, mensagens invetadas em conversas pelo MSN. Como podem ver, não conseguiram.

O fracasso dessas tentativas se deu por algo tão simples e que qualquer casal pode fazer para se dar sempre bem numa relação: Conversar muito e sempre ouvir o que outro tem a dizer, nunca fazer um pré-julgamento do caráter do outro… e muito jamais duvidar da palavra do outro.

Passamos por muita coisa juntos: pseudo-dominador chantagista, falsas submissas, invejosos que denunciavam nossos perfis do Orkut e falando desse último, vale uma observação interessante, o perfil dela foi um dos mais perseguidos que já vi até hoje. (*rs*)

Eu a conheço muito bem e ela a mim, e por isso, sabemos muito bem do que cada um é capaz de fazer ou não. Como sempre falo, atitudes valem muito mais do que meras palavras e ela sempre mostrou por atitudes o quanto me ama e respeita.


Gosto de usar a palavra “minha” quando me dirijo à ela, e quem tem uma submissa vai concordar comigo e entender muito bem o que estou falando. Não tem nada mais gostoso do que usar essa palavra. É muito bom e vão concordar também que ter alguém nessa condição ultrapassa o mero sentimento da posse. Vai muito além, pelo menos para mim.

Ter alguém como minha propriedade.. é ter responsabilidades… é proteger… é cuidar… é ensinar… é corrigir… é aprender e além de tudo é amar… e amar muito. É viver uma relação verdadeira.

Quando uso MINHA {selynah}_SirLG, estou usando também MINHA menina, MINHA submissa, MINHA amante… MINHA mulher. Isso tudo e um pouco mais que só nós sabemos. É segredo.


Repito que disse no post passado sobre uma relação D/s: Ser Dominador não é apenas fazer tudo que se quer com uma submissa, mas fazer tudo para que ela seja feliz e esteja realizada em sua fantasia, pois ela fará de tudo para que você se sinta realizado na sua.

E MINHA menina está fazendo de tudo para que eu seja feliz em minha fantasia, pois nos completamos e eu não seria um bom Dominador se ela não estivesse feliz.

Para minha menina: PARABÉNS!!!

E a mim também!!!

Seis meses com minha {selynah}_SirLG


“O termo amor em latim é amor,
Provando que do amor promana a morte,
Antecipando assim mofina sorte
Luto, percalço, lágrimas e dor.”
Brasão de Amor

A cada dia que passa minha cadelinha se supera e me deixa mais feliz e orgulhoso. Se fizermos um com comparativo entre a primeira cena que tivemos e a última, nem eu e nem ela somos mais como éramos.

Essa semana completamos 6 meses de uma relação SM. Uma relação SM que vai muito além disso, nossas vidas se unem muito além de uma mera cena de spanking, bondage ou dogplay.


Hoje, olhando para trás e lembrando de tudo que se passou nesses 6 meses, nem parece que foram 180 dias de vivência dentro da filosofia BDSM, mas sim, uma vida inteira, onde anos se passaram. Tivemos muitos momentos, alguns chatos e a grande maioria deles foram excelentes.Momentos excelentes e intensos, pois quando lembro de alguns momentos ruins, apenas tenho vontade de rir, pois são tão insignificantes que não merecem nada além de boas risadas.


Acredito que quando algo está destinado a acontecer, nada pode mudar isso, o destino dá um jeito e o acaso providencia tudo. É meio cético essa minha afirmação, mas pensando sobre tudo que aconteceu entre eu e minha menina, essa pode ser uma das melhores explicações que posso encontrar para entender tudo que se passou até chegarmos onde estamos hoje.

Claro que cada um fez a sua parte, e desde a nossa primeira conversa, uma coisa sempre se sobrepôs em relação as demais: a sinceridade.


Primeira conversa essa que nem foi uma conversa, foi uma discussão que quase resultou em uma briga feia…*rs*… Por isso que eu digo, quando algo é para ser, o acaso providencia. E hoje estamos aqui…

ela: Não é mais aquela mulher insegura, triste e sem esperança. Voltou a transmitir alegria, sempre tem em seu rosto o sorriso que me deixa feliz por saber que ela é minha mulher. Voltou a confiar em si, a acreditar no seu potencial e ter a consciência do que é capaz. É uma mulher forte, apesar de às vezes fazer “biquinho” quando fica chateada. É valente, dedicada, tem um coração puro. É a minha mulher, namorada, amante e uma verdadeira submissa. A minha submissa.

EU: Estou mais calmo em relação ao que sou. Estou mais consciente do meu “poder” e da responsabilidade que é ter uma pessoa submissa a sua vontade. Hoje, eu sei que ser Dominador não é apenas fazer tudo que se quer com uma submissa, mas fazer tudo para que ela seja feliz e esteja realizada em sua fantasia, pois ela fará de tudo para que você se sinta realizado na sua.

Graças a submissa que tenho, posso dizer que consegui concretizar aquele sonho que tive a cerca de 1 ano atrás quando ingressei no mundo do BDSM: viver o BDSM verdadeiro e da melhor forma possível.

Hoje, dia dos namorados, data para se dar presentes, eu aqui só agradeço… Agradeço aos deuses por ter me dado o melhor e mais valioso de todos os presentes: minha submissa {selynah}_SirLG.

Sessão de spanking com minha cadelinha

 

Talvez o principal método para disciplina e treinamento, largamente usado na cultura ocidental e oriental, especialmente no século passado, o “spanking”, pode ser empregado nas mais variadas formas e com diferentes instrumentos.

O termo “spanking” ou surra é usualmente empregado na literatura de língua inglesa apenas como o “bater nas nádegas com as palmas das mãos” ou, para alguns Dominadores, também com cintos e “paddles”. Outros termos como “whipping” (chicoteamento), “flogging” (açoitamento), “caning” (bater com varas de rattan ou de outros materiais), etc. referem-se ao uso de instrumentos específicos.

A escolha da forma e/ou do instrumento depende do sentido que o Dominador queira dar ao evento: punição, treinamento próprio ou da escrava, ou simplesmente para demonstração. Neste último caso, demonstração, a plasticidade dos movimentos do Dominador durante o “spanking”, especialmente com o uso de chicotes e “flogs”, torna esteticamente muito bonita a performance, para a observação das espectadoras(es).

Regras Gerais:

O local mais natural e seguro para ser alvo do “spanking” é o traseiro (nádegas) da escrava. Abaixo da pele daquela região, uma grossa camada de gordura protege os músculos e demais estruturas mais profundas.

As coxas também são um ótimo alvo, seja em sua face interna como na externa. Neste caso, especialmente na parte interna, a sensibilidade é maior. A região entre as coxas e as nádegas também constitui um excelente alvo, especialmente quando se quiser que a escrava traga, por mais alguns dias, a “recordação” do castigo, especialmente nos momentos em que ela se sentar.

Outra região é a próxima dos mamilos da escrava, especialmente quando se qer incrementar a punição já em curso com prendedores de mamilos ou com o “sutiã” de tachinhas. Neste caso, um instrumento que permita uma direção segura ao alvo é mais recomendável: além das próprias mãos, uso freqüentemente o chicote de montaria.

A face, a região posterior do tórax, o abdome e os genitais requerem alguns cuidados especiais que devem ser destacados em nome da segurança do “spanking”.

A face deve ser usada apenas para os humilhantes “tapas na cara”. Estes devem ser bem dosados quanto à intensidade e freqüência, para se evitar danos aos sensíveis órgãos dos sentidos aí localizados, e também nas pequenas alterações cumulativas que a repetição de golpes na face, especialmente os de intensidade forte, podem provocar no cérebro.

Obs.: deve-se também alertar que, dependendo da existência de defeitos anatômicos não sabidos - principalmente malformações vasculares no cérebro ou descolamento de retina - golpes fortes e repetidos na face poderão provocar acidentes mais graves e altamente indesejados. Portanto muito cuidado nessa região!

Sempre evite bater contra as superfícies ósseas com instrumentos rígidos (coluna vertebral, costelas, osso esterno, clavículas, ossos do quadril, osso do púbis, parte anterior das pernas e dorso das mãos e dos pés), pois assim poderão ser provocadas lesões na pele, tecido sub-cutâneo, periósteo (membrana que recobre os ossos) e até no próprio osso.

Evite também bater com instrumentos rígidos no tórax anterior e posterior e na região dos rins. Nestes casos, como já mencionei anteriormente, a região próxima aos mamilos (peitoral) pode receber golpes leves ou moderados com chicotes de montaria, varas ou “paddles”. Dê preferência aos “flogs” quando optar por castigar seu escravo no tronco como um todo. Mesmo assim, procure evitar a região dos rins e a administração de golpes profundos na região do abdome.

Os genitais podem ser castigados com “flogs” ou chicotes próprios, bem leves. Não bata com força, nem repetidamente, pois poderá provocar lesão grave nos tecidos.

Como palavra final, vale lembrar que a intensidade e a freqüência de quaisquer dos tipos de “spanking” tem que ser bem dosadas para evitar danos à pele e demais estruturas, especialmente músculos e ossos.

O uso de instrumentos rígidos, como a vara de rattan ou de acrílico, ou de chicotes ou “flogs” com pontas de metal ou outro material rígido, pode provocar ferimentos na pele, abrindo-a e expondo as camadas mais profundas ao contato com o meio ambiente. Nestes casos, o risco de infecção do ferimento é real. Portanto, se acontecer, lave bastante o local com água e sabão, e aplique pomadas anti-sépticas e/ou cicatrizantes. Se infeccionar, procure um profissional competente na área médica.

Caso haja a formação de equimoses (o local fica “roxo”) ou hematomas (sangue “pisado”), use também pomadas específicas para esses casos. Para se minimizar ou mesmo evitar o aparecimento de equimoses ou hematomas, após um “spanking” pesado, é aconselhada a aplicação de compressas ou bolsas frias (bolsa de gelo) sobre o local. Caso tenha perguntas específicas sobre tais cuidados, escreva-me no endereço eletrônico mostrado no final desta página.

Obs.: Essas indicações que estou fazendo são fruto de Minha experiência pessoal, de pesquisas em outras publicações SM e de conversas com pessoas que praticam a Arte do “Spanking”. Também procurei consultoria médica para Me sentir mais segura e habilitada em realizar esta técnica de punição.

O escravo:

Sempre que o escravo vai ser punido, mesmo nas demonstrações de técnicas, deixo-o inteiramente nu, exceto pelo uso da coleira. A única exceção é a utilização de um colete de couro que protege a região dos rins, quando do uso de chicotes longos tipo “bull whip”.

Exija silêncio absoluto por parte dele, exceto quando mando contar o número de golpes que está recebendo, agradecendo por cada um deles, o que aumenta sua sensação de humilhação. É evidente que ele poderá falar, a qualquer momento, a palavra de segurança. Se o escravo for do tipo “barulhento”, a mordaça é bem indicada (Neste caso a palavra de segurança é substituída por um sinal previamente combinado).

Pode-se também vedar os olhos e tapar seus ouvidos, de modo que o isolamento de outros sentidos permitirá que a mente do escravo esteja concentrada quase que exclusivamente nas sensações provocadas pelo “spanking”, aumentando o componente psicológico do castigo.

As posições em que coloco o escravo dependem do tipo de castigo a ser empregado, do instrumento escolhido e das partes do corpo que escolhi como alvo. Descrevo tais posições nos itens por instrumento, nas páginas seguintes.

O escravo poderá ser amarrado a um gancho do teto, às barras de separação de membros, ao banco ou à mesa de castigos, para impedir movimentos indesejados, ou manter-se livre, mas com a ordem de estrita imobilidade, sob pena que, no caso de se mover, haja incremento do castigo que está sendo administrado.

Outros pontos básicos:

Informe ao escravo o tipo de castigo que será ministrado, com que instrumento e com que finalidade, salvo quando estou fazendo um jogo de adivinhação de instrumentos e de sua procedência. Muitas vezes deixo que o escravo “escolha” o tipo de chicote, de “paddle”, etc., mas sempre entre duas e só duas opções.

A quantidade de golpes também deverá ser previamente conhecida pelo escravo, salvo se a punição for parte de um jogo de resistência ou de competição.

Também mando que o escravo repita, de tempos em tempos, o porque ele está sendo punido “Diga porque você está apanhando?”.

Quando o castigo deve ser administrado imediatamente após a falta cometida (geralmente tapas na cara e/ou surra na bunda com as mãos, chinelos ou “paddles”), sempre se acompanha de “broncas”, mostrando o erro e o modo de como quero que seja o comportamento do escravo. Nesses casos, do castigo físico costumo mandar o escravo de castigo por alguns minutos em pé ou de joelhos num canto, face contra a parede e exposição ampla das nádegas vermelhas.

Fonte: http://www.desejosecreto.com.br

Uma submissa que exige exclusividade

Concordo que o sub poderá ou não aceitar uma determinar condição. Esse é o seu papel na relação, se submeter aos desejos do outro (Dom/Domme). Não é o seu papel determinar essas condições, ou seja, exigir seja lá o que for, exclusividade então, para mim, nem pensar. Ando por ai e vejo, que tem muita sub sem Dono ainda determinando condições para pertencer a alguém. Errado.

Dominante gosta de ser obedecido e não de seguir ordens e determinações. Perfis de subs que encontro no orkut com essas exigências (exclusividade, por exemplo) eu nem olho, pois para mim, fere a condição básica de uma submissa: se submeter.

Cabe ao Dominante expor o que deseja na relação, deixar claro se quer ter outras subs e assim por diante. Tudo deve ser colocado em pratos limpos, antes de tudo. Até mesmo antes de se colocar a coleira. É o que chamamos de “negociação”.

É de responsabilidade do Dominante deixar tudo claro, pois é ele(a) quem ocupada o papel de líder. Não é a sub, logo não cabe a ela fazer determinações e exigências. O Dominante expõe o que quer e o que espera da sub. Essa aceita ou não. A conversa é a melhor saída para que se tenha uma relação harmoniosa.

Se as partes não chegam a um denominador comum, paciência. A fila anda. Com certeza chegará uma hora onde tanto a sub como o Dominante encontrará a tampa para a sua panela. O que não pode acontecer é um querer fazer o que é de responsabilidade do outro.

Um expõe e faz todas as suas exigências que lhe é de direito (Dominante) para o outro que aceita ou não (dominado). Simples.

Mestres e mestres

Somos guiados passo a passo em nossa evolução, e os guias que nos são enviados pelo invisível vêm de diferentes planos; em linguagem mística “apartamentos”, segundo o gênero de faculdade que eles devem evoluir.

Trata-se de mestres, mas é necessário darmos a este termo, de imediato, seu significado verdadeiro e geral, porque em nossa época de mediocracia universal, termos tão elevados como “mestre” são atribuídos, pela cortesã nice dos arrivistas, a qualquer indivíduo que lhes possa ser de alguma utilidade em sua ascensão às alegrias e aos horrores materiais.

O Mestre é um guia, e ele pode devotar-se à evolução de três tipos de faculdades humanas: pode dirigir a evolução da coragem, do trabalho manual ou das forças físicas como o oficial, o mestre construtor ou o professor de boxe. É realmente um Mestre, mas este é o produto da sociedade e age sobre a porção física das faculdades humanas.

Esse tipo de maestria é coroado por um enviado do plano invisível que se chama “o Conquistador” e que faz evoluir a humanidade como a febre faz evoluir as células humanas na batalha, no terror, no sacrifício e na matança em todos os planos.

O segundo tipo de maestria visa à evolução do mental humano. Ele começa pelo Mestre de escola, a quem Grosjean quer sempre retornar para chegar ao professor universitário, com todos os intermediários possíveis.

Tudo isto constitui a banda dos queridos Mestres, horda sagrada que defende justamente suas prerrogativas e eleva diante do profano a barreira das ciências técnicas e dos exames.

Esse tipo de maestria é dominado por um enviado do mundo invisível vindo do apartamento que os antigos chamavam Hermes, trimegista, e que chamamos pessoalmente o Mestre intelectual, caracterizado pelas luzes que projeta em todos os planos de instrução.

Acima, enfim, encontramos aquele que é o único a ter verdadeiramente direito a esse título de Mestre. É o enviado real, encarregado de evoluir as faculdades espirituais da humanidade, e ele apela a forças que bem poucos compreendem e de quem poucos ainda podem seguir as incitações. Este é aquele a quem chamamos um Mestre espiritual, que foi assim chamado por Marc Haven, em seu maravilhoso estudo sobre Cagliostro, o Mestre Desconhecido, e por Sédir, em seus comentários sobre o Evangelho, o homem livre.

Seja qual for o nome que lhe demos, ele chega a certo período manifestando-se abertamente, aa outros períodos ocultando-se em meio aos humanos e agindo desconhecido para o bem coletivo e todos os que podem entrar em contato com ele guardam uma tal lembrança que seu coração permanece comovido por várias encarnações.

É dele que Sédir diz, em uma de suas conferências: “Mas quando o Mestre aparece, é como um sol que se ergue no coração do discípulo; todas as nuvens se desfazem; todas as gangues se desagregam; uma nova claridade, ao que parece, se expande no mundo; esquecem-se dissabores, desesperos e ansiedades; o pobre coração tão infeliz se lança rumo às radiosas paisagens entrevistas, sobre as quais o tranqüilo esplendor da Eternidade estende suas glórias; nada mais terno lança sombras na Natureza; tudo, enfim, se concilia na admiração, na adoração e no amor”.

É aquele que provoca discípulos ardorosos ou adversários impiedosos e que recebe, como Cagliostro, cartas desse tipo: “Eu ficaria feliz, então, se pudesse dar-lhe provas dessa afeição terna e respeitosa da qual foi penetrado, dessa afeição da alma que não sei dar e que sinto tão vivamente. Minha existência física e moral pertence a ele; que ele disponha dela como do mais legítimo apanágio… Minha mulher, meus irmãos, meus pais, Me du Piqueet e sua família, que também lhe devem grandes obrigações, querem… Que o Senhor Conde de Cagliostro esteja persuadido de que fomos afetados além da expressão de tudo o que os acontecimentos imprevistos lhe fazem sofrer, e que nossa ambição e nossa glória estariam satisfeitas se pudéssemos encontrar ocasiões de servir-lhe de maneira útil, é a homenagem simples e espontânea de nossos corações”.

Estas classificações, como todas as classificações humanas, são forçosamente um pouco artificiais; em geral um Mestre aborda, mais ou menos, as três categorias a que nos referimos, e como tudo no invisível é coletivo, esses enviados se prendem não a personalidades, mas a “apartamentos”. Assim, um enviado do apartamento do Cristo está sempre ligado à lei Cristal solar, o que fecha a porta invisível a todos os impostores.

É perigoso deixar-se chamar “Mestre”, porque, além da evocação dos seres de orgulho que velam ao nosso redor, isto dá àquele que aceita esse título, a responsabilidade de todos as faltas cometidas por seus auto-intitulados discípulos.

Assim vosso servidor, que não passa na realidade de um pobre soldado desse exército, não tendo sequer podido nele obter os galões de cabo, fica desagradavelmente impressionado cada vez que lhe enfiam goela abaixo o título de “Mestre”.

Consolo-me imaginando que estou fazendo uma viagem à Itália. Nesse país encantador, recebe-se um título nobiliário segundo o valor da gorjeta que se distribui aos empregados dos trens; por cinqüenta centavos é-se cavalheiro; por um franco, duque ou excelência; e por cinco francos, é-se pelo menos príncipe. O número de Mestres que são mestres como o viajante à Itália é príncipe, é de tal forma grande na terra, principalmente nos centros intelectuais, que o verdadeiro Mestre tem razão de permanecer desconhecido.

Permitam-me abrir um parêntesis aqui. É a propósito de uma associação misteriosa de homens evoluídos, conhecidos sob o título de “Rosa- Cruz”. Esse título é um nome exotérico, cuja finalidade é ocultar o nome secreto e verdadeiro da sociedade em questão. Ora, uma multidão de ambiciosos, que nada sabem de real sobre esta sociedade, ornam-se a torto e a direito com esse nome e dizem, misteriosamente aos seus amigos e conhecidos: “Admirem-me, vejam minha belas plumas de pavão; não digam a ninguém: Eu sou Rosa-Cruz”.

Não falamos, bem entendido, do 18º grau do escocismo. Ora, os verdadeiros Rosa-cruzes (eles são dez, ao todo) não se dizem tal. Apresso-me a dizer que não sou um deles, mas os conheço. Eles se divertem muito em ver que o nome profano de sua sociedade ser desavergonhadamente empregado de todas as maneiras; é um pouco como um societário da Comédie-Française que vê na província um figurante se esforçando para desempenhar seu papel e copiar seu nome. Ele sorri, mas não se aborrece.

De onde vem esse nome de “Mestre”? Na França, do latim magister que, decomposto em suas raízes nos dá: MaG, fixação em uma matriz (intelectual ou espiritual) do princípio A pela ciência G; IS, dominação da serpente (S) pela ciência divina (I), característica do nome de “ÍSIS”;

TR, proteção pelo sacrifício de qualquer expansão (R). Se, deixando de lado as chaves hebraicas e o tarô, dos quais acabamos de nos servir, nos voltarmos ao sânscrito, obteremos duas palavras: MaGa, que quer dizer “felicidade e sacrifício” com seu derivado “Magoni”, a aurora, e IsTa, que quer dizer “o corpo do sacrifício”, a oferenda.

O Mestre, o Maga Ista, ou o Magisto, o Mago, é pois aquele que vem sacrificar-se, que dá seu ser em oferenda para a felicidade de seus discípulos. Compreender-se-á agora o símbolo maçônico do Pelicano e a lei misteriosa “O iniciado matará o Iniciador”.

Antes de deixar o sânscrito, digamos que a palavra “Guru” originou a palavra francesa “Grave”; é o instrutor, aquele a quem chamamos “o Mestre intelectual”, o Grave professor, e isto não tem qualquer ligação, em geral, com o plano das forças divinas.

Fonte de pesquisa: http://www.hermanubis.com.br

Leve Beijo Triste (Paulo Gonzo)

Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei

Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo

Como um barco vazio
P’las margens do rio
Desce o denso véu lilas
Desce em silencio e paz
Manso e macio

Deixa que te leve
assim tao leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto cancao tao breve
Brando como tu amor pediste

Nao fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos

Deixa que te leve
assim tao leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto cancao tao breve
Brando como tu amor pediste

Deixa que te leve
assim tao leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto cancao tao breve
Brando como tu amor pediste

Morte Absoluta

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante…
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: “Quem foi?…”

Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante…
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: “Quem foi?…”

Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.

Manuel Bandeira

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